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12 Fevereiro 2009

A vida de Ela não começou (nem nunca foi) carregada de facilidades.
Nasceu dois meses antes do previsto, numa altura em que os partos ocorriam ainda por norma nas casas onde as crianças viveriam a sua infância.
Nasceu com sete meses, nasceu pequena de mais.
Iria resistir? Só podia.
Tinha que resistir. Tinha mesmo?
Foi então que chamaram um padre: “Os bebés que morrem sem serem baptizados não entram no reino dos céus”.
               Mas se assim fosse, que Deus era este que fechada os portões do seu reino a uma criança indefesa?
Nasceu pequena, pequena demais. Mas foi neste momento que Ela mostrou que estava cá para ficar e definiu o seu destino. Ia ser uma lutadora. Iria lutar toda a sua vida.
A vida não lhe ia delinear um caminho fácil. Mas Ela era uma lutadora. E lutando, conseguiu atingir cada vez mais e mais e mais objectivos.
É a minha heroína. Sempre lutou e é para mim um exemplo de vida.
 
A contar a história de Ela,
 
J.

 

Sempre eu, J. às 11:14
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05 Fevereiro 2009

Primeira filha. Única filha, se bem que nessa altura ainda não o sabiam.
Fruto de uma gravidez que apareceu antes do casamento. Escândalo? Hum… não. Aliás, talvez.
 
L. e G. casaram, com Ela presente no seu casamento, na sua barriga.
Casaram.
Muito novos quando casaram.
 
Foi um casamento feliz. Ele era bom marido. Tal como tinha sido um bom namorado. Uma vez tinha feito quilómetros e quilómetros de bicicleta só para passar o ano novo com L., quando esta estava a trabalhar longe.
Sempre gostou dela.
                       E reparem que L. não era uma pessoa fácil. Mandona… 
 
G. bebia às vezes, mas trabalhava tanto para poder dar a L. e a Ela uma boa vida. Partia a arranjar trabalho, voltava, tratava delas, tratava-as bem. Tentou fazer com que nunca lhes faltasse nada.
 
Ela cresceu feliz. Cresceu, cresceu. Sim, cresceu.
Era confiante, um pouco mandona, até porque tinha a quem sair...  Sempre teve um grande grupo de amigos e todos olhavam para Ela com admiração.
E L. cuidava dela.
E G. trabalhava e trabalhava e cuidava de ambas.
E hoje em dia pode dizer a quem o quer ouvir que tudo fez para que nunca lhes faltasse nada.
Mas nem o precisava de afirmar. Todos vêem quão bem G. cuidou das suas meninas. Das suas mulheres.
 
A mãe de L. não ficou feliz quando soube da pequena sementinha que crescia inanunciada, não esperada. A sua primogénita. Como podia ser?
 
Ainda assim, foi uma das que mais amou Ela, uma das que mais a ensinou. Porque como era possível não gostar de Ela? E a mãe de L. passou a adorá-la, a sua primeira neta, Ela.
 
 
A contar a história de Ela,
 
 
J.

 

Sempre eu, J. às 00:04

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